quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Transporte Público

Queria muito abordar esse tema há um tempo... Vim discutindo sobre isso com algumas pessoas nos últimos dias, mas antes disso queria saber a opinião de vocês.
Como é o transporte público na sua cidade? E o intermunicipal?
O que você acha do transporte no Brasil?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Welcome.

Welcome to #Cancer world. You will be judged on what you say, what you do and what you look like. Enjoy your stay.

(via @CancerFollowers)

Loucura

Estou indo a loucura! São tantos assuntos que eu gostaria de ter abordado no blog esse semestre, tantas coisas que gostaria de ter feito diferente.
Mas infelizmente, vida de universitário não é fácil. Conheci a loucura bem de perto essa semana, olhei no fundo dos olhos dela e mandei um beijo. Estou de férias, apesar de não me sentir de férias.
Aos poucos, tudo volta ao seu lugar. Espero que minha cabeça também.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dark Forest

Olhando fixamente para frente, eu tentava discernir asfalto de céu, céu de árvore e árvore de asfalto, mas tudo o que eu realmente enxergava era a escuridão; o breu total que me abraçava friamente enquanto eu caminhava.
A densa floresta, dos dois lados da estrada, me vigiava e me protegia do forte vento, que fazia os grandes galhos dançarem e fazerem um barulho alto que ecoava por todo o local. Acima de mim, as árvores separadas pelo asfalto se encontravam com seus finos galhos, mas deixavam algum espaço para as estrelas penetrarem. Ou deixariam se houvesse estrela naquela negra noite.
Mesmo com minha pequenina lanterna de pulso, eu não enxergava mais do que cinco metros à minha frente. Os olhos-de-gato no chão me encaravam com seu brilho alaranjado toda vez que a pouca luz alcançava um no chão.
Eu andava em cima das riscas amarelas no chão, como se elas formassem uma corda bamba. Como se fosse a tênue linha entre minha sanidade e minha loucura, e qualquer passo em falso me faria cair na insanidade eterna que dominava o ambiente obscuro.
Tentava prestar atenção apenas nas linhas, sem deixar que minha lanterna alcançasse a floresta ao meu redor, com medo do que poderia encontrar. Olhos negros brilhosos me encarando, meu terror. Mas apesar do meu esforço, cada vez que algum animal se movimentava mais bruscamente por entre as folhas secas, eu me pegava encarando por dentre as árvores, sem saber direito o que esperava encontrar ali.
Na verdade, eu sabia, mas preferia não pensar em tal.

Ainda é cedo

Ela falou "você tem medo", aí eu disse quem tem medo é você.
Falamos o que não devia nunca ser dito por ninguém...
Ela me disse "eu não sei mais o que eu sinto por você, vamos dar um tempo, um dia a gente se vê."
E eu dizia "ainda é cedo, cedo, cedo..."


"Vocês querem saber por que essa história acabou? Porque eu gosto muito de dar ordem. Se as coisas não tão do jeito que eu quero, eu mando aumentar a guitarra, eu mando abaixar a guitarra... Mas isso você não pode fazer, principalmente no amor. Eu nem sei direito o que que é amor.
E você não pode ter uma relação de força, de poder, sabe... tem que ser uma outra coisa. Eu já sofri muito por causa disso. Tanta gente já foi embora da minha vida por causa disso; porque eu sou mandão, sabe qual é? Com a melhor das intenções..."

- Renato Russo, As Quatro Estações.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

50%

50% de cotas. Metade da vaga para cotistas. Da metade, meio para negros/índios/pardos, meio para escola pública.
Meio.
É isso que o povo brasileiro se torna cada vez mais. Metade, 50%, meio.
Meio cidadão, meio consciente, meio atuante, meio.
E para um povo onde tudo é metade, tudo é meio, para quem 50% tá bom, nada melhor do que um governo meia boca, não? Meio safado, meio bandido, meio corrupto, meio racista, meio eficiente.
Nunca inteiro, nunca 100%. Meio.
E para o povo, meio tá bom. Porque meio é melhor que nada.
E, assim, todos se calam, de cabeça baixa.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Só um desabafo, mesmo.
Eu tô cansada de gente que age como criança, fica se fazendo de vítima e fazendo mimi. Sério, essas são coisas que eu suporto numa pessoa durante acho que, no máximo, uma semana. Por uma época, eu aguentei muito, agora, não aguento mais.
As pessoas tem prioridades estranhas hoje em dia. Se afastam dos melhores amigos do nada, sem motivos, sem nem haver uma briga no meio de tudo. Passam a agir estranho...
E eu cansei disso.
Não vou mais me preocupar e correr atrás. Por mais que doa muitas vezes em mim a atitude das pessoas, eu cansei.

Na verdade, tô cansando das pessoas, num geral.

Sabe o que falta? Falta elas terem coisas mais sérias para se preocupar, um tanque de roupas pra lavar e uma pilha de livros para estudar.
Falta responsabilidade.

Cresçam, por favor.

Conto do dia (17/set)

Duas alunas, durante uma aula de Química, sem mais aguentar a professora falando e bravas por já não terem entrado na última aula, resolveram se vingar, visto que o calor já havia afetado seus cérebros na área de humor e personalidade. Assim, colocaram algumas gotas de fenolftaleína em um pequeno frasco e guardaram. Mais tarde, a professora saiu da sala por uns instantes, deixando sua garrafa d'água em cima da mesa.
No dia seguinte, não houve aula, pois a professora sentia uma estranha dor de barriga e não conseguia entender o porquê...



Esse conto foi escrito durante uma aula de Química e é fruto da imaginação da autora. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Não tente fazer isso em casa.

sábado, 1 de setembro de 2012

She will be loved

Cansei de postar aqui só de vez em quando, agora vou passar a postar sempre, e não só contos e minhas revoltas, mas coisas um pouquinho mais normais.
Faz bem, né?

Hoje vou postar um vídeo aqui, o que anda sendo minha música do momento/da idade. Sabe, aquela coisa de você ter 17 e cantar That Girl e Seventeen Forever com muito mais emoção e etc.
Enfim.
No começo desse ano, fui convidada pra ir no show do Maroon 5. Não, eu não iria ganhar o ingresso. E quando vi o preço, que parecia mais uma bela facada no meu coração, eu broxei e desisti de ir. Acontece que eu viciei no CD novo deles, Overexposed e não parava de ouvir. E quanto mais eu ouvia, mais perto do show ficava, e mais eu me arrependia de não ter feito um esforço.
Anyway, domingo, o lindo do Terra transmitiu o show ao vivo e eu assisti como se eu estivesse lá. Gritei, cantei, dancei, chorei... Sim, all by myself in my room. E eu fixei uma coisa na mente: o próximo show eu vou e não há quem me segure. Adam, segure firme que eu já tô indo!
Contudo, meu coração bateu bem mais forte quando ouvi aquele Beauty queen of only eighteen. Bateu tão mais forte que eu já comecei a chorar, arrepiei e gritei.


E eu achei engraçado não só pelos eighteen, mas todo o resto da letra me tocou como não tinha tocado antes, sabe?

Look for the girl with the broken smile,
Ask her if she wants to stay a while
And she will be loved

Foi uma coisa tão... Seilá, eu juro que não consigo explicar. Mas depois de tanta coisa, essa música só me fez chorar mais e mais, enquanto quinhentos mil pensamentos passavam por mim.
Eu só sei que agora essa música tem um sentido totalmente diferente pra mim, e eu quero chorar toda vez que eu ouço; ela é linda, e eu precisava compartilhar com vocês.
Além disso, se alguém quiser ver o show completo, clica aqui, porque alguém foi lindo, gravou e botou no YouTube. Preciso baixar pra ficar ouvindo o resto da vida.

Só sei que depois desse show, eu só quero uma coisa da minha vida. Veeeeeem, Adam!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Drowning


Foto por: vanilla-snow



"Se você quiser salvar seus amigos, terá que pegar a resposta nas profundezas."
A voz de som metálico ecoava em minha cabeça; uma frase que me aterrorizou mais do que eu gostaria e adimitir.
Além de meus pais, até onde eu sabia, ninguém mais conhecia o meu pânico, meu bicho papão. Para muitas pessoas, aquilo poderia ser muito bobo, mas não para mim. Não quando você já se afagou. Não quando já se debateu, clamando por ajuda e ar, e tudo o que conseguiu foi encher seus pulmões de água com gosto de cloro.
Eu posso ter sobrevivido, mas uma parte de mim morreu afogada naquele dia. Uma parte de mim criou uma repulsa pela água.
E lá estava eu, de frente a uma piscina extremamente profunda, mais uma vez. A diferença é que dessa vez eu não queria pular e sentir o frescor da água; eu não queria testar minhas habilidades de natação. Dessa vez, eu estava sendo obrigada a entrar lá.
Caminhei por volta da grande piscina, olhando para o fundo e sentindo meu corpo todo tremer de desespero, querendo sair correndo daquele lugar. Mas correr para onde? E largar meus amigos na mão de um maníaco psicopata? Eu não poderia fazer isso. Tinha que jogar e vencer.
Quando cheguei à parte mais funda, mais escura, da piscina, vi algo que se parecia com um folheto vermelho no fundo. Mas eu sabia que não era folheto nenhum, era mais uma senha, uma resposta pra suas charadas, para que eu pudesse passar de nível e chegar cada vez mais perto de ter meus amigos de volta.
Mas, na verdade, tudo o que eu queria saber era: por que eu? Por que meus amigos? O que tínhamos feito para a voz metálica, para sofrermos dessa maneira?
Olhei para a televisão no canto do cômodo e enxerguei minha melhor amiga deitada, o rosto todo machucado. Desacordada após tantos choques. Meus olhos ardiam, sem forças para cuspir mais lágrimas para fora. Senti meu coração na garganta e meu estômago revirando. Não havia mais nada para colocar pra fora, já me sentia desidratada.
Encarando a piscina, por fim, decidi que era a hora. Eu não poderia enrolar por muito mais tempo. Literalmente, era um caso de vida ou morte. Dei alguns passos para trás e respirei fundo. Fechando os olhos, corri e mergulhei.
Nadei em direção ao fundo, mas a piscina era maior do que eu pensava. Continuei indo cada vez mais ao fundo, em direção à chave, à resposta. E quando eu estava quase alcançando, com meus pulmões ardendo, implorando por ar, minha claustrofobia atacando juntamente com meu pânico, me peguei prestes a perder os sentidos. Eu precisava voltar para a superfície. Inclinei o tronco para cima, em direção à superfície, mas um barulho ensurdecedor, mesmo embaixo d'água, chegou aos meus ouvidos e senti uma estranha e forte corrente de água passar por mim. Soltei o resto de ar que havia em meus pulmões, num grito e, em meio às bolhas, água e confusão, eu já não sabia qual era a direção para a superfície. Eu tava girando e, de vez, perdendo os sentidos. Debatia-me, tentando chegar à algum lugar, mas a corrente forte produzida, provavelmente, por alguma bomba da piscina, continuava a me tirar de minha rota. Não enxergava nada, era apenas água para todos os lados, uma imensidão aquática, infinita.
Meu pulmão ardia mais do que nunca, mais do que da última vez, quando eu era pequena. O desespero de precisar de ar e não conseguir, querer gritar e não poder... A falta de oxigênio; cada célula de meu corpo gritando por ele, pedindo desesperadamente, numa súplica. Fui perdendo a força, diminuindo cada movimento, até que, já sem forças, eu não me mexia mais. Tudo o que eu sentia era a sanidade e a consciência deixando meu corpo, e a água o tomando...
A água...
A água...
A água...
Imensidão azul e infinita, me envolvendo em um abraço friamente mortal.
A pior maneira de se morrer... Ciente até o fim... Observando estaticamente, vendo sua vida se esvair e dançar com a corrente.

sábado, 30 de junho de 2012

Moda Jaleco.



Estudar numa faculdade com campus de biológicas dá nisso: biólogos, veterinários e médicos onde quer que você olhe. Jalecos e jalecos, afinal, há certos lugares que é proibido entrar sem estar vestido de jaleco.
Mas, por outro lado, temos locais que são proibidos entrar vestindo o jaleco. Ou avental, como preferir. Um exemplo? A lanchonete do campus, que fica do lado do Pronto-Socorro.
Quer dizer, há coisa mais gostosa do que imaginar que a pessoa estava com aquele jaleco quando mexeu num animal morto ou fez exame em alguém doente? Ou melhor: está na lanchonete vestindo roupa cirurgica, aquela que ele estava usando 5mins atrás numa cirurgia rápida?
Nhwm, e ele acabou de esfregar a manga daquele jaleco por todo o balcão, onde os atendentes colocam sua comida em cima. DE-LÍ-CIA. Só que não.

Você está lá, comendo seu querido lanche, quando entra aquele residente que já se acha o cara, vestindo Jaleco e um Littman no pescoço. Ui, sou ryco e phoderoso, meros mortais. Olhem meu Littman e meu jaleco que exala poder.
Daí você se pergunta: "Mas não tem uma lei contra isso?" E o imenso cartaz na entrada da lanchonete te responde: 'Proibido entrar vestindo Jaleco ou avental. Lei nº 14.466, de 8 de junho de 2011 de São Paulo.'
E você corre pro livro de legislação, e lá está:

"Lei nº 14.466, de 8 de junho de 2011 de São Paulo
Artigo 1º - Ficam todos os profissionais de saúde que atuam no âmbito do Estado proibidos de circular fora do ambiente de trabalho vestindo equipamentos de proteção individual com os quais trabalham, tais como jalecos e aventais."


Ou seja... Eles estão sendo caras de pau, mesmo.
E pra piorar: muitas vezes, OUVINDO as pessoas comentarem sobre isso, continuam lá, com aquela cara de "sou melhor que todos vocês juntos".
Mas vejam bem, não estou dizendo que todos fazem isso, ok?
Muita gente tira logo na entrada, outros na hora que estão sentados (apesar que deviam tirar logo na entrada, mesmo). Mas o correto é: não entrar e fim..
Agora vocês se perguntam se eu já vi alguém entrando de roupa cirurgica na lanchonete... Porque, né, querendo ou não, jaleco é uma coisa, roupa cirurgica é outra um pouquinho pior. E eu respondo: já. Três pessoas, inclusive.
E se querem saber, fico puta. Passo olhando feio, comento alto mesmo, e, quer saber? Vou gravar um vídeo essa semana para provar pra vocês como esse pessoal realmente usa, e o tamanho da porcaria da placa falando que é proibido. E eu aposto que ninguém ali é analfabeto pra não saber o que aquilo significa.

Vamos ver até onde a cara de pau desse pessoal vai... E a falta de respeito, também, obviamente.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

underthemoonlight

O bater de asas e gritos das maritacas quebraram o intenso silêncio noturno da mata; os latidos dos cachorros selvagens, que se tornavam uivos aos poucos, enchiam o ar e assustavam os demais animais. A luz da grande lua iluminava as trilhas naturais entre as árvores e revelava os caçadores da noite à espreita, esperando o momento certo para pegar sua presa e alimentar-se, preparando-se para o inverno que vinha.
Em uma clareira da floresta, o crepitar do fogo e as assombrosas sombras que se formavam ao seu redor acordaram o pequeno esquilo que dormia em uma árvore próxima; incomodado, ele apenas subiu alguns galhos, ficando mais próximo do topo e deitou-se de costas, irritado com a luz.
O gato-do-mato que ali passava a procurar por comida, parou ao sentir a intensa fonte de feromônios que lhe avisava que ali havia um predador líder e voltou, então, a seu antigo caminho, sem ao menos pensar em avançar.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Percy Jackson & Os Hollywoodianos



Voltemos aqui a um tema que causa revolta em muitos fãs de um velho e bom livro. Mesmo que esse esteja em .pdf.

Essa semana li a série Heróis do Olimpo, ou melhor dizendo, os únicos dois livros que nosso querido Tio Rick lançou até agora. O que é muita maldade, pois ele devia ser proibido de lançar um sem já ter os outros prontos, afinal, quem sofre somos nós, querendo a porcaria da continuação çdsknjfh3o4il
O bom de ler essa série que, querendo ou não, procede PJ & Os Olimpianos, é que deu pra refrescar a memória com coisas que aconteceram na primeira série, que eu li já faz um bom tempo. Nem preciso dizer que eu engoli os livros, né? Certo. O mau-humor de Percy em várias cenas de O Filho de Netuno é algo que me agrada fez rir bastante.
Mas, para minha infelicidade, estava (e está, novamente) passando o filme do Ladrão de Raios na FOX. Aí entra o tema de revolta. Livros virando filmes. Percy Jackson. Adaptações de meia tigela.

O que eu quero dizer é... O filme, em si, não é ruim. É um filme legalzinho pra assistir com a família, na sessão da tarde ou antes de dormir. Isso se analisarmos APENAS o filme.
Agora, lembrando que ele se baseia em um livro... *pega a metralhadora* Como diabos o Tio Rick deixou fazerem tantas "adaptações"? Quem foi o filho da mãe do roteirista que achou que seria uma boa ideia fuder com tudo?
QUER DIZER. GENTE.
GENTE.
GEEEEEEEEEEEENTE.
Quem leu o livro me entende, né.
Me expliquem: desde QUANDO o Percy chegou no Acampamento com... 17 anos? Ou 16, tanto faz.
E que... bosta (desculpem a palavra) foi aquela luta com o minotauro? NÃO foi uma luta. Nem ferrando. Eles só fugiram do bicho e quando o PJ se irritou, foi lá e enfiou um chifre no meio do peito dele. E O MINOTAURO NÃO SUMIU EM PÓÓÓÓÓ.
E desde quando o Quíron CONTA pro Percy quem é o pai dele? Cadê o tridente na cabeça? Cadê todo mundo em choque? CADÊ A CLARISSE? CADEEEEE A 'INIMIGA' DO PERCY? UUUURGH.
E que bosta é esse cabelo liso e castanho da Annabeth? Sério mesmo, mundo? O Groover negão eu até entendo, mas...
Sobre a cena que eles tão indo encontrar a Medusa, eu até gostei da trilha sonora i'm on my hiiighway to heeeell, mas cadê as fúrias no ônibus? Cadê as velhas do táxi?
CADÊ O VERDADEIRO LADRÃO DE RAIOS? CADÊ AQUELE PANO/MANTA/ENFIM DO HADES QUE O PERCY ENTREGA PRA ELE???
Eu quero chorar.
Eu.
quero.
chorar.

sábado, 7 de abril de 2012

Big H.

Muitas culturas indígenas acreditavam que os indivíduos da tribo vencedora, ao comer alguns órgãos dos perdedores, ganhariam sua força ou até mesmo seus anos de vida. Comer braços e pernas, além de órgãos tais como o cérebro e o coração, já foi algo muito comum entre as matas desconhecidas e, por mais que não se tenha conhecimento tão aberto de tal ato, até mesmo durante guerras ou as lutas de Tróia. Listas extensas de relatos são estudadas diariamente.
O que não se sabia, contudo, era que grandes líderes praticavam tal ato como antropofagia e por isso chegavam a tão alto escalão, era o que ele pensava.
Observou a chuva cair forte pela janela e apertou a jaqueta ao corpo. Ainda era um simples humano, ainda tinha que se proteger do pequeno frio que se fazia naquela cidade. Mas não por muito tempo. Olhou para o livro em cima da pequena mesa da cafeteria e viu a imagem de seu tão adorado deus, como gostava de chama-lo. Hitler.
Todos sabem um fato: Adolf havia sido um grandessíssimo líder. Não importava qual sua nacionalidade, todos são obrigados a admitir isso ao estudar História e ver como ele conseguiu conquistar todo um povo apenas com seu carisma e palavras convictas. Além do mais, ele não só conquistou a todos como soube lidera-los a um rumo de vitória. Ou quase.
Mas, no fundo, ele acreditava nas histórias de estudiosos, sobre a teoria de H. ter sido um de seus, que provava de seu inimigo e de sua força, se apossava dela. Claro que também acreditava na grandiosidade do tal líder, mas, em sua concepção, ninguém chega onde H. chegou sem tirar mais dos outros. Mais do que suas vidas: sua energia, sua força, sua vitalidade.
Ainda mais se sabendo que H. matou milhares de Judeus, pessoas de extrema vitalidade e fé, o que enriquece a alma, pois a fé traz ao ser humano o conforto, não havia dúvidas de onde ele tirava sua força interior. Não só coração: olhos e cérebro sempre foram uma grande fonte de credibilidade e conhecimento. Os olhos que captam tudo, que são a janela da alma; o cérebro que processa e armazena todo o conhecimento; o coração da fé e do povo.
Tomou um gole do café. Grande Adolf.
Olhou o relógio; dez da manhã.
Talvez fosse a hora de experimentar ganhar um pouco da vitalidade proveniente dos judeus, agora, muito mais experientes e com uma força maior, graças a seu deus.
Mexeu a caneca e deu seu último gole, antes de partir para encontrar seu messias.

domingo, 4 de março de 2012

CC - A Passagem

Esse foi um conto que escrevi para um Concurso Cultural para concorrer ao livro A passagem no blog Drunk Culture e ganhei em primeiro lugar! Muito obrigada, pessoal do Drunk, fiquei muuuuuuuuito feliz e surtei demais! hahaha *-*



27 de Janeiro de 2013
Fui até a cozinha pegar comida, mas está acabando. Era meio-dia, mas estava nublado. Corri como nunca antes... Continuo no porão, onde é seguro, completamente trancado, com uma lamparina e barricadas. Não durmo mais no escuro... O escuro.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Geração Y e Blogs Literários.

Cá estou eu de novo fazendo meus posts revoltados, pra não ficar falando na orelha do pessoal do Twitter.

Estava eu com uma internet ruim, lendo os tweets do pessoal, quando vejo alguns blogueiros falando sobre algum texto ofensivo. Opa, tem gente falando dos meus parceiros? Calma lá que com eles ninguém mexe!
Pedi o link e tive uma vontade muito grande de sair gritando minha revolta. Respiremos fundo.

Para quem ainda não viu o artigo de Caldeira Brant, clique aqui, pois essa é uma resposta a seus argumentos frouxos e mal intencionados.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Mistério de Minas

Senti um arrepio frio percorrer meu corpo, de cima a baixo.
“É Minas Gerais, ninguém sabe o que é exatamente, mas ninguém pode negar o que acontece nesse misterioso estado... Só de pensar em minas frias e escuras, fechadas, onde um dia mineiros já trabalharam dia e noite, incansavelmente, procurando o que iria sustentar suas famílias, e quantos morreram de forma deprimente, eu já tenho vontade de sair correndo”.
As palavras da filha de Negra-Mãe ecoavam por minha cabeça. Com certeza fazia total sentindo.
O pior era que os acontecimentos ocorriam de noite, nos piores horários. E cá estou eu, andando por essas malditas estradas esburacadas de mão única, em plena sexta-feira treze, às onze da noite. John, o americano que até mês passado se dizia cético, ao meu lado, estava arrepiado. Não sabia se de frio ou de medo. Talvez dos dois, assim como eu.

Afterlife


Parte I

 Suspirei pesadamente e recostei a cabeça na parede. Cutuquei Carolina pelo ombro e ela se virou delicadamente para trás, encostando-se à parede e olhando para mim de rabo-de-olho. Carolina era minha melhor amiga desde que me conhecia por gente, ela era baixa e tinha grandes e belos cabelos castanhos, que davam destaque a seus olhos verdes.
 Muitas pessoas que eu conhecia estavam naquela sala. Desde pessoas que estudaram comigo no primário a pessoas que estudaram comigo naquele ano. Não muitas pessoas, apenas as que mais marcaram minha vida, ou então aquelas que faziam questão de marcar presença. Agora, o que fazíamos todos dentro da sala de aula número 10, em pleno sábado? Homenagem a uma aluna que morrera na semana.
 Bom, pelo menos para todos naquela sala, a aluna estava morta. Mas para mim e para Carol, ela não estava. A aluna era eu.
 Agora você se pergunta como todos achavam que eu estava morta, a coordenadora da minha atual escola fazia um discurso sobre como eu era uma boa pessoa enquanto eu estava na mesma sala que eles? Bom, eu estava disfarçada. Eu havia cortado o cabelo e estava usando uma blusa de moletom dois números maior e com um capuz imenso, fora o óculos de sol. Como nem todos ali se conheciam, e não sabiam a relação que tinham comigo, para eles, eu era apenas alguém de alguma escola que foi realmente próxima à... Mim.

Angels 02

Uma luz forte surgiu ao seu redor, descendo diretamente dos céus, abrindo espaço entre as lindas nuvens brancas, que pareciam de algodão. A luz foi se fortificando de tal maneira, que fui obrigada a colocar a mão nos olhos, para não ficar com algum futuro problema de visão.
 Depois de alguns segundos, percebi que a luz havia diminuído de intensidade e retirei a mão dos olhos. Abri-os delicadamente, pousando-os sobre aquela figura magnífica.
 Sempre achei que ele possuía uma feição angelical. Seus olhos num tom escuro, bem próximo ao preto me lembravam duma linda noite estrelada. Seu cabelo era castanho escuro, mas quando o sol batia, dava um toque chocolate ao mesmo. Sua pele sempre macia me atraía intensa e constantemente.
 A diferença era que agora, além de estar usando apenas uma bermuda xadrez, ele possuía asas maravilhosas. Elas saiam de suas costas, e se estendiam na lateral de seu corpo. Suas asas brancas pareciam de veludo. Fiquei observando-o fixamente, e quando ele percebeu, mexeu um pouco as asas, envergonhado talvez.
Vergonha...
Como um anjo magnífico como ele, com a habilidade de voar pelos céus, ser livre, sentir o ar batendo em seu rosto na liberdade de voar, poderia sentir vergonha de... Um ser à base de carbono, totalmente dependente da terra para se locomover?

Angels

Coloquei as mãos no rosto, protegendo meus olhos da intensa luz que tomou conta do local. Conforme percebi que a luz ia diminuindo, fui retirando as mãos do rosto e abrindo os olhos lentamente.
Quando a luz finalmente diminui e meu olho conseguiu captar a imagem do que havia na minha frente, meu queixo foi ao chão.
Um ser muito parecido com um homem, estava a minha frente. Seria igual, se não fosse o fato de que este era extremamente lindo e possuia duas asas grandes e negras, saindo de suas costas. Vestia um tipo de calça, e estava sem camisa, descalço. Ele também era bem mais alto do que um homem normal.
Fiquei admirando o anjo à minha frente. Ele possuia uma fina camada de luz ao seu redor, sendo mais intensa em sua cabeça, o que não permitia que eu olhasse bem em seu rosto. O máximo que conseguia ver eram seus grandes olhos castanhos, com um brilho especial. Ele se virou lentamente, graciosamente. Andava em minha direção, e conforme ia chegando perto, seu tamanho diminuia. Sua pele parecia extremamente macia, e parecia atrair minha mão para tocá-la. Fechei a mesma, segurando o impulso. Uma música suave tomou conta do lugar, e a última coisa que pude ver foram seus olhos castanhos e um sorriso, mais nada.
Acordei e encarei o teto. Havia sido um sonho, eu realmente não havia visto um anjo. Tentei lembrar de seu rosto. Nada. Apenas grandes olhos castanhos e um sorriso misterioso com um toque de graça.
Me revirei na cama, deitando de lado. Olhei quem estava deitado na cama do lado. Eu ainda estava no hospital, pois não havia me recuperado totalmente do acidente. Um homem de cabelos pretos, que por um instante eu achei conhecer, dormia na cama do lado. Fiquei o encarando, até que ele abrisse os olhos e eu me arrepiasse. Quando ele os abriu, vi algo que havia visto mais cedo: dois olhos grandes e castanhos com um brilho especial. O fitei assustada, ele me encarou e sorriu. Um sorriso misterioso com um toque de graça.

The Wolf

Pisquei lentamente, enquanto ele se sentava ao meu lado. Então, ele havia descoberto?
Senti sua mão quente tocar meu ombro nu, graças a blusa de um ombro só, enquanto seu dedo fazia pequenos círculos de carinho. Olhei-o e minha franja caiu sobre meu olho. Sua outra mão a colocou lentamente para trás, enquanto eu encarava seus profundos olhos azuis. Abri a boca para falar algo, mas não consegui.
Sinceramente, não achei que fosse reagir dessa maneira. Até porque, de qualquer maneira, apesar de ter a esperança e ficar dizendo que iria dar certo, eu não cheguei a pensar nas consequências e como realmente seria. Sam provavelmente percebeu que eu não tinha refletido sobre o assunto, simplesmente pelo olhar que me lançou, de preocupação.
- Você duvidou da minha capacidade? - brincou, tentando me fazer relaxar.
- Você sabe que não é isso... Eu só... Acho que não refleti direito sobre isso antes, e agora... É tão de repente. Tenho medo, Sam - voltei a encarar seus belos olhos.
- Emily... Você sabe que não precisa responder agora. Mas por você já ter sido normal... Achei que fosse ser mais fácil.
- Acontece que eu não quero te abandonar, Sam. Apesar de querer muito voltar ao normal, eu te amo demais, e tenho medo de acontecer algo com você e eu não poder fazer nada por ser... Normal. - Suspirei e abaixei a cabeça.
Senti sua mão subir até meu queixo, e levantá-lo levemente. Seus lábios tocaram ao meu de maneira suave e doce. Sentia o calor dentro de mim, o efeito que só ele tinha.
Antes que eu pudesse ao menos pensar, ouvi gritos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dado Azul

Passou a mão esterilizada pela testa. Respirou fundo.
- Seis – repetiu vagarosamente.
Jogou o dado novamente. Seis. Arqueou a sobrancelha e um pequeno sorriso cheio de intenções surgiu em seu rosto. Não havia coincidências para ele.
Colocou seu grande casaco preto e andou até seu carro, sentindo um embrulho no estômago de ansiedade. Gostaria que o teletransporte existisse apenas para que ele pudesse chegar mais rápido ao seu destino e saciar seu desejo. Sua fome.
A chuva caía pesadamente na grande cidade, contudo, de longe isso o faria andar mais rápido. Pelo contrário, ele andava lentamente, apenas para poder sentir cada gosta tocando sua pele e sua roupa. A água dos céus limpava sua alma, sua culpa, seu remorso. Riu de leve.
Remorso? Riu alto dessa vez e um homem que passava ao seu lado o olhou estranhamente. Nunca sentira remorso! Nunca sentiria. Sentia apenas prazer e satisfação. Mas muito, muito prazer!
Entrou no carro, ligou o rádio pra ouvir as notícias e foi em direção ao shopping.
“... e a polícia disse que continua sem maiores pistas sobre o Assassino do Shopping. A falta de padrão entre as vítimas não ajuda a polícia. A família da última vítima anunciou que fará um velório com o caixão vazio essa semana ainda.” – ouvia o locutor do rádio anunciar com o sotaque carregado.
Chegando ao shopping, estacionou o carro de maneira que pudesse ficar de olho naquela entrada nem tão movimentada. Desligou o rádio que agora falava sobre a bolsa de valores e tirou o dado de dentro do bolso. Virou-o até achar o número seis e acariciou o grande dado azul e branco. De fundo, o barulho da chuva caindo sobre o capô do carro o acalmava. Remexeu-se no banco, ainda ansioso. Coçou a cabeça. O dado azul que fora presente de seu irmão estava sempre com ele em seu bolso.

Conto 01

Peguei o alicate e comecei a apertar. Um barulho animal saia da garganta do ser em minha frente; só não era mais alto por causa da quantidade de pano que descia garganta abaixo. As mãos tentavam se libertar, mas estavam muito bem presas com nós de um verdadeiro soldado americano.
O dedo indicador finalmente foi ao chão, se juntar à poça de sangue já formada.
O corpo já não mais fazia barulho, desmaiado em minha frente.
Fui para o dedo anelar e voltei a apertar e torcer com o grande alicate. Sentir sua carne ser amassada e seus ossos se contorcendo conforme o alicate era virado soava como uma grande orquestra sinfônica para mim. Aquela sensação maravilhosa que me acalmava e me deixava melhor. Me fazia respirar melhor.
O corpo ainda se contorcia inconscientemente.
Eu já estava naquilo havia algumas horas... A poça de sangue apenas aumentava e eu sabia que não teria muito tempo.
Era hora.
Liguei a serra elétrica e cortei-o em cinco partes: pernas, braços e tronco com a cabeça. Sentir toda a carne passando pela serra me lembrava de quando eu ia caçar com meu pai e cortávamos a deliciosa carne de veado para jantarmos. Era uma sensação maravilhosa! O sangue quente respingava em meu rosto. Lambi.
Mas a brincadeira precisava acabar. Joguei os braços e pernas no triturador da velha pia do cômodo e pendurei o corpo já sem vida no ventilador.
Toquei o interruptor e elevei ao máximo.
Sai da sala fechando a porta. Me limpei, tirei a roupa e a incinerei. Fiz uma ligação muda para a polícia do fixo da casa e sai caminhando lentamente pela floresta. Isso deixaria o Doutor louco!
Sorri.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Red-Eyes

Caminhando lentamente até a beirada da pia, bati a mão na parede ao meu lado até encontrar o interruptor. A fraca luz de cima do espelho se acendeu, mostrando sombras pelo banheiro e iluminando somente um pequeno pedaço do local.
Encarei meu reflexo no espelho, os longos cabelos castanhos jogados para trás, com um cacho teimoso tocando minha bochecha. Meus olhos castanhos pareciam negros à fraca luz do banheiro. Aproximei-me lentamente do espelho e, então, toda a órbita começou a ficar levemente vermelha, mostrando os pequenos vasos que por ali passavam, mas quanto mais me aproximava do espelho, mais intensa a cor vermelha se tornava, até que a poucos milímetros de tocar o nariz no espelho, meu olho se tornou completamente vermelho. Onde antes se encontravam olhos negros banhados em branco, agora havia apenas uma imensidão de vermelho-sangue. Dei um pulo para trás e meus olhos voltaram ao normal. Aproximei-me novamente; o mesmo aconteceu.
E então eu soube.
Como se alguém houvesse plantado aquela ideia no fundo do meu subconsciente, para que quando eu acordasse pensasse que eu realmente queria e acreditava em tal. Mas ao mesmo tempo, eu sabia que aquela ideia não estava em mim. Estava nele.
Havia um demônio dentro de mim, dividindo espaço de um corpo mortal, já que o seu havia se dizimado há séculos. Os olhos eram a prova e só poderiam ser percebidos quando vistos de muito perto. Éramos como num livro que eu havia lido.
Não.
Eu poderia ter certeza que fora eu quem lera o livro, mas, assim como sabia que tinha alguém dentro de mim e sabia que não tinha chance de mudar qualquer coisa, eu soube que eu não havia lido De Corpo e Alma em 1570, à luz de velas debaixo de um cobertor.


Escrevi esse no fim do dia 16/01/12, porque ia contar o sonho pra uma amiga e de repente me veio uma luz (ah, santa luz da criatividade) e escrevi esse conto! Sou péssima para nome dos contos, get used to it. Não estranhei se não tiver nome, aliás, bem normal kekeke. Sim, eu sonhei com isso e De Corpo e Alma existe. É um livro maravilhoso do Willian Nascimento, visitem o Hangover e conheçam. :3