sábado, 7 de abril de 2012

Big H.

Muitas culturas indígenas acreditavam que os indivíduos da tribo vencedora, ao comer alguns órgãos dos perdedores, ganhariam sua força ou até mesmo seus anos de vida. Comer braços e pernas, além de órgãos tais como o cérebro e o coração, já foi algo muito comum entre as matas desconhecidas e, por mais que não se tenha conhecimento tão aberto de tal ato, até mesmo durante guerras ou as lutas de Tróia. Listas extensas de relatos são estudadas diariamente.
O que não se sabia, contudo, era que grandes líderes praticavam tal ato como antropofagia e por isso chegavam a tão alto escalão, era o que ele pensava.
Observou a chuva cair forte pela janela e apertou a jaqueta ao corpo. Ainda era um simples humano, ainda tinha que se proteger do pequeno frio que se fazia naquela cidade. Mas não por muito tempo. Olhou para o livro em cima da pequena mesa da cafeteria e viu a imagem de seu tão adorado deus, como gostava de chama-lo. Hitler.
Todos sabem um fato: Adolf havia sido um grandessíssimo líder. Não importava qual sua nacionalidade, todos são obrigados a admitir isso ao estudar História e ver como ele conseguiu conquistar todo um povo apenas com seu carisma e palavras convictas. Além do mais, ele não só conquistou a todos como soube lidera-los a um rumo de vitória. Ou quase.
Mas, no fundo, ele acreditava nas histórias de estudiosos, sobre a teoria de H. ter sido um de seus, que provava de seu inimigo e de sua força, se apossava dela. Claro que também acreditava na grandiosidade do tal líder, mas, em sua concepção, ninguém chega onde H. chegou sem tirar mais dos outros. Mais do que suas vidas: sua energia, sua força, sua vitalidade.
Ainda mais se sabendo que H. matou milhares de Judeus, pessoas de extrema vitalidade e fé, o que enriquece a alma, pois a fé traz ao ser humano o conforto, não havia dúvidas de onde ele tirava sua força interior. Não só coração: olhos e cérebro sempre foram uma grande fonte de credibilidade e conhecimento. Os olhos que captam tudo, que são a janela da alma; o cérebro que processa e armazena todo o conhecimento; o coração da fé e do povo.
Tomou um gole do café. Grande Adolf.
Olhou o relógio; dez da manhã.
Talvez fosse a hora de experimentar ganhar um pouco da vitalidade proveniente dos judeus, agora, muito mais experientes e com uma força maior, graças a seu deus.
Mexeu a caneca e deu seu último gole, antes de partir para encontrar seu messias.