sábado, 30 de junho de 2012

Moda Jaleco.



Estudar numa faculdade com campus de biológicas dá nisso: biólogos, veterinários e médicos onde quer que você olhe. Jalecos e jalecos, afinal, há certos lugares que é proibido entrar sem estar vestido de jaleco.
Mas, por outro lado, temos locais que são proibidos entrar vestindo o jaleco. Ou avental, como preferir. Um exemplo? A lanchonete do campus, que fica do lado do Pronto-Socorro.
Quer dizer, há coisa mais gostosa do que imaginar que a pessoa estava com aquele jaleco quando mexeu num animal morto ou fez exame em alguém doente? Ou melhor: está na lanchonete vestindo roupa cirurgica, aquela que ele estava usando 5mins atrás numa cirurgia rápida?
Nhwm, e ele acabou de esfregar a manga daquele jaleco por todo o balcão, onde os atendentes colocam sua comida em cima. DE-LÍ-CIA. Só que não.

Você está lá, comendo seu querido lanche, quando entra aquele residente que já se acha o cara, vestindo Jaleco e um Littman no pescoço. Ui, sou ryco e phoderoso, meros mortais. Olhem meu Littman e meu jaleco que exala poder.
Daí você se pergunta: "Mas não tem uma lei contra isso?" E o imenso cartaz na entrada da lanchonete te responde: 'Proibido entrar vestindo Jaleco ou avental. Lei nº 14.466, de 8 de junho de 2011 de São Paulo.'
E você corre pro livro de legislação, e lá está:

"Lei nº 14.466, de 8 de junho de 2011 de São Paulo
Artigo 1º - Ficam todos os profissionais de saúde que atuam no âmbito do Estado proibidos de circular fora do ambiente de trabalho vestindo equipamentos de proteção individual com os quais trabalham, tais como jalecos e aventais."


Ou seja... Eles estão sendo caras de pau, mesmo.
E pra piorar: muitas vezes, OUVINDO as pessoas comentarem sobre isso, continuam lá, com aquela cara de "sou melhor que todos vocês juntos".
Mas vejam bem, não estou dizendo que todos fazem isso, ok?
Muita gente tira logo na entrada, outros na hora que estão sentados (apesar que deviam tirar logo na entrada, mesmo). Mas o correto é: não entrar e fim..
Agora vocês se perguntam se eu já vi alguém entrando de roupa cirurgica na lanchonete... Porque, né, querendo ou não, jaleco é uma coisa, roupa cirurgica é outra um pouquinho pior. E eu respondo: já. Três pessoas, inclusive.
E se querem saber, fico puta. Passo olhando feio, comento alto mesmo, e, quer saber? Vou gravar um vídeo essa semana para provar pra vocês como esse pessoal realmente usa, e o tamanho da porcaria da placa falando que é proibido. E eu aposto que ninguém ali é analfabeto pra não saber o que aquilo significa.

Vamos ver até onde a cara de pau desse pessoal vai... E a falta de respeito, também, obviamente.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

underthemoonlight

O bater de asas e gritos das maritacas quebraram o intenso silêncio noturno da mata; os latidos dos cachorros selvagens, que se tornavam uivos aos poucos, enchiam o ar e assustavam os demais animais. A luz da grande lua iluminava as trilhas naturais entre as árvores e revelava os caçadores da noite à espreita, esperando o momento certo para pegar sua presa e alimentar-se, preparando-se para o inverno que vinha.
Em uma clareira da floresta, o crepitar do fogo e as assombrosas sombras que se formavam ao seu redor acordaram o pequeno esquilo que dormia em uma árvore próxima; incomodado, ele apenas subiu alguns galhos, ficando mais próximo do topo e deitou-se de costas, irritado com a luz.
O gato-do-mato que ali passava a procurar por comida, parou ao sentir a intensa fonte de feromônios que lhe avisava que ali havia um predador líder e voltou, então, a seu antigo caminho, sem ao menos pensar em avançar.