sábado, 14 de dezembro de 2013

Thunder


O céu em tons de vermelho se iluminou, apontando a posição das pesadas nuvens. Um arrepio percorreu minha espinha ao ver um belo raio cortando o ar rapidamente, procurando seu caminho até o chão.
Eu possuía uma relação de amor e ódio com os belos raios. Ao mesmo tempo que quando eu era criança queria ficar com a cara enfiada na grande janela da sala de vovó, observando-os caindo em diversos pontos da cidade, eu também queria me enfiar debaixo das cobertas e cobrir o rosto. O barulho dos trovões me apavorava. Mas eu amava a adrenalina que era disparada por todo o meu corpo ao ver bela imponência dos raios. Amava principalmente aqueles que viajavam de nuvem à nuvem.
Lembro-me de vovó rir da minha situação: o rosto no vidro, os pelos arrepiados e o corpo saltando para trás toda vez que um raio caía muito próximo ou quando os trovões faziam tremer toda a casa.
Vovó... Sentia falta dela como nunca.
Pensar em vovó fazia meu peito esquentar, se encher de amor e dor da saudade. Fazia tanto tempo... Mas a falta que ela fazia parecia apenas aumentar. Às vezes me pegava pensando em como ela reagiria sabendo algumas coisas de minha vida, que conselhos daria, os petelecos na cabeça por fazer besteira.
Era o tipo de dor, o tipo de saudade que eu sabia que nunca seria suprida. Agora, sentada na grama, olhando para o céu, em seu local favorito da casa, parecia que eu estava mais perto dela. Sentia falta das conversas, dos abraços... Lágrimas teimosas caíram, junto com a chuva que chegava. Lágrimas e chuva se misturavam em meu rosto.
Imaginei vovó brigando comigo por estar tomando chuva no gramado. "Um raio pode cair em você!", sua voz parecia ecoar pelo ar.
Mas eu gostava da adrenalina. Fechei os olhos e senti sua presença.
Sorri.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O assassino era o escriba

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjunção.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

Paulo Leminski

sábado, 5 de outubro de 2013

Escrevo e ponto.

"Tempo passa
Passa depressa
E nada consigo por em
palavras
No papel
Esses sentimentos
Pensamentos abstratos
Tão confusos quanto
[Dentro de mim]
furacão.
" - Proença, L.

"Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque sou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema anoitece.
A aranha tece teias
O peixe beija e morde o que vê
Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê?" - Leminski, P.
Situações desconfortáveis
[Brigas?]
Tempo perdido ou
Compreensão adquirida.
Tudo passa, o tempo cura
Perdoa-se, mas não se esquece.
as diferenças fazem parte
Ame as discordâncias
Desconfie das semelhanças.


- Aulas produtivas.

Love by Leminski

"Coração é coisa rara,
Coisa que a gente acha
E é melhor encher a cara."

"Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima."

"Sorte no jogo
Azar no amor
de que me serve
sorte no amor
se o amor é um jogo
e o jogo não é meu forte,
meu amor?"

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Lies

Better run for cover, you're a hurricane full of lies, and the way you're heading no one's getting out alive.

So do us all a favor?

Would you find somebody else to blame, cause your words are like bullets and i'm the way your weapons aim.


I guess I can fill a book with things I don't know about you, baby. You're not misunderstood, but you've got to go.

(Lies, lies, lies)

McFLY - Lies

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Passageiros da vida

Uma vez, me disseram que o melhor a se fazer na vida, é deixar a porta aberta. Muitos vão entrar... Alguns vão passar reto, outros entrarão, darão uma olhada ao redor, outros sujarão e cuspirão no chão; mas sempre haverá aqueles que irão pegar um livro da estante e irão se acomodar no sofá e apreciar uma bela história.

Podemos encontrar aqui pessoas que vão nos fazer crescer de N maneiras. Aprenderemos muito com todas elas, mesmo com aquelas que só derem uma olhadinha lá dentro.
Mas é preciso tomar cuidado.
Muitos olham apenas pelo buraco da fechadura e acham que viram tudo. Os que generalizam. Os que lhe usam de bode expiatório para problemas pessoais ou com terceiros.
Esses são os piores.
Eles vão passar e enquanto poderiam lhe ajudar a crescer, lhe dar a mão para você se levantar, ou ao menos indicar o caminho, eles preferem te deixar lá. Se possível, colocar o salto e pisar em cima. Vão te julgar e te humilhar, mesmo sem te conhecer. E quando as palavras lhe vierem à boca, prestes a se concretizar, irão te amordaçar; e te julgarão novamente pela sua fraqueza, pela sua insegurança e pelos seus medos. Te julgarão pelo seu portar.
Por isso, olhe a fera no olho. Procure lá alguma bondade. Se tudo o que encontrar for inferno, encare-a mesmo assim. Mostre que você não tem medo, que não tem o que esconder. Quem escolheu não entrar e compreender a complexidade da história foi ela, não você. A infelicidade vem dela, não de você. Não demonstre insegurança, não demonstre medo ou tristeza, a fera não merece nem isso de você.
Contudo, não ataque na mesma moeda, não vale a pena. Algumas pessoas simplesmente passam para destruir, não construir. E no mundo nada se cria, tudo se transforma. Portanto, pegue toda essa destruição e transforme-a em algo bom. Bom pra você e para outros, pois sabemos que a fera de nada adianta tentar mudar.
Se a fera lhe atacar, pisotear, humilhar, olhe-a por cima. Você é mais do que isso. E ela é apenas mais uma das outras feras que estão por vir na vida. Apenas mais um dos que põe obstáculos em nossa frente, nos impedindo de ver o horizonte, a luz no fim do túnel. Por isso, se ela lhe derrubar, levante-se.
Levante-se e passe por cima, pois a próxima fera está a lhe esperar. E cada uma lhe trará um ensinamento, uma força nova, maior. Assim, nós crescemos, mesmo quando tentam nos derrubar. Cair, todos caem. Ficar lá é uma opção.
Não deixe que as palavras ácidas e garras afiadas da fera lhe machuquem. É isso o que ela quer. E não é a única. Mas não vale a pena.
Não vale a pena porque sempre haverá aqueles conhecedores da história, aqueles que querem sentar e ler um livro. Deitar no sofá, ligar a lareira e se sentir em casa, após uma longa viagem.
Na vida, há passageiros e passageiros. Feras e feras. Somos todos passageiros.
Por isso, se uma fera lhe atacar no meio do caminho, passe por cima. Procure uma boa história para ler e uma lareira para acender. Há muitas a conhecer, e muitas que valem a leitura.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Aos amigos,

Durante a nossa vida:

Conhecemos pessoas que vem e que ficam,
Outras que, vem e passam.
Existem aquelas que,
Vem, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vem e se vão com uma enorme vontade de ficar...
- Charles Chaplin

A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
- Carlos Drummond de Andrade


Malditos, entendam:
não quero nada mais do que
meras palavras jogadas ao ar,
reclamações da vida e
besteiras (não) ditas.
- Eu

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Black Heart

But now I wonder—what if everyone is pretty much the same and it’s just a thousand small choices that add up to the person you are? No good or evil, no black and white, no inner demons or angels whispering the right answers in our ears like it’s some cosmic SAT test. Just us, hour by hour, minute by minute, day by day, making the best choices we can.
The thought is horrifying. If that’s true, then there’s no right choice. There’s just choice.

- Black Heart, Holly Black.

Home is where the heart is.

Home is where the heart is; where we belong.

Casa.
Lar.
Casa? Nem tão lar.
Lar? Nem tão casa.

Quando saímos de casa, até então lar, o ninho, debaixo das asas de nossos pa[i]rentes, estamos deixando para trás um pedaço de nós, da nossa história, do nosso coração.
Contudo, é a partir desse momento que começamos a nos construir de fato, sem ajuda; andar com nossas pernas, tomar mais vergonha na cara e mais responsabilidade nas costas. Jesus, começamos a sentir o peso da idade(!).
O começo tende a ser extremamente turbulento. Passamos quase duas décadas (ou talvez até mais) dentro de nossa bolha de ar quente, nossa zona de conforto, para então sermos jogados aos leões, sem nenhum manual de instrução. Sim, o telefone está logo ali, para ligar para a mamãe e descobrir como liga o fogão, como não queimar o macarrão; mas voltar, normalmente, não é uma opção. É a nossa chance de cair no mundo e finalmente terminarmos de moldar quem de fato somos e queremos ser. E nem a nossa Super-Mãe, Santa das Coisas-Perdidas, tem um Manual de Instruções para 'como-seguir-sua-vida'. Com certeza os conselhos nos guiam maravilhosamente, mas o resto depende de nós.
Mas não entre em pânico!

domingo, 21 de julho de 2013

In The Dark

Estava escuro e pelo canto do olho, pode ver algum tipo de forma se mexendo. Virou-se num pulo, sem saber o que esperar dali. Seus sentidos se aguçaram ao máximo, não era um animal feito para os hábitos noturnos... Sua visão não era como a de animais caçadores de verdade, ele só gostaria que fosse.
Um barulho do alto e seus ombros se encolheram.
Pôde sentir um arrepio subir sua espinha, as pernas sacolejarem, as pupilas se dilatando até tudo ficar preto e branco, sumindo com o azul. As orelhas estariam em pé se mais músculos ali trabalhassem; todos os pelos eriçados, como um felino irritado. Sua boca se contraía em um rosnado mudo.
A escuridão era quase plena, só lhe era possível ver algumas formas se movendo pelo canto do olho, após muito piscar. Mas quando saber até que ponto era a realidade, e até que ponto era sua mente lhe pregando peças?
Esfregando as têmporas, tentando se manter calmo, ele respirou fundo e deu um passo para frente, ainda atento ao lado [que lado?] em que vira o vulto. Tateou em volta e demorou um pouco para encontrar uma parede. Escorando-se na mesma, tentou varrer o lugar com o olhar. Mas estava escuro demais e sua mente já estava começando a trabalhar. Sempre soube que sua imaginação era fértil, mas naquela situação, era ridículo. Era como se ele estivesse pronto para que o polvo gigante e assassino do Stephen King surgisse e lhe engolisse.
Uma risada seca quase lhe saiu pela garganta, mas aquele não era o momento propício. O que quer que estivesse naquele cômodo com ele, não lhe trazia sensações boas. O ar era gelado.
Tateou os bolsos de sua roupa, mas toda a roupa era lisa, parecia que estava usando um roupão. Diabos, ele não se lembrava de como tinha ido parar ali, de absolutamente nada!

Panic

Desenterrando algumas histórias a partir de agora... Aquelas que guardamos no fundo do baú!



Meu coração acelerou e eu diria que era capaz até de ouvi-lo. Ele pulsava em meus ouvidos e minhas mãos começaram a tremer. Senti meu estômago dar várias voltas e o ar sair dos meus pulmões.
Não conseguia respirar.
Meus olhos se encheram de lágrima e o desespero começou a tomar conta de mim. A ansiedade. Meu estômago parecia estar dentro de um liquidificador.
Coloquei minhas mãos trêmulas na cabeça e comecei a chorar. Os pensamentos não saíam de minha mente. Eu tentava afastá-los, mas eram mais fortes que eu. Muito mais.
Puxei meus cabelos no desespero. Que a dor predominasse! Seria melhor. Qualquer coisa seria melhor que aqueles pensamentos que atiçavam o pior de mim, o meu medo.
Tensionei a mandíbula para não gritar e minha cabeça logo começou a doer com a força que eu fazia, mas não parei. Encolhi-me, como se tal ato fosse capaz de parar tudo o que eu sentia.
Eu queria gritar.
Eu queria arrancar os cabelos.
Eu queria quebrar algo.
Eu queria chorar até o mundo acabar.
Eu queria sumir.
Eu queria que aquilo acabasse.
Eu não tinha mais forças para lutar contra meu medo.
Comecei a arranhar minha calça em desespero, de ansiedade.
Para, para, para... Por favor.
Eu não aguentava mais... Sentia-me sozinha no mundo. As lágrimas caíam sem que eu pudesse ter qualquer tipo de controle, era como uma torneira quebrada.
Mal respirava, sentia minha garganta fechada. Engasgava com o choro, tentando respirar.
Os pensamentos continuavam ali... "E se... E se...".
Por que eles ainda estavam ali? Eu não queria mais pensar naquilo! Eu estava cansada, queria apenas esquecer... Viver o momento. Esquecer os pensamentos!
Chutava o ar, imaginando-me chutando aquele maldito pensamento, mas logo vendo-me tão vulnerável, voltava a me encolher, variando com as mãos na cabeça, puxando os cabelos ou arranhando a calça.
Desespero.
Medo.
Pavor.
Pânico.
Ouvi a porta abrir e quis gritar para que fossem embora. Já bastava eu me encontrar naquela situação, ninguém mais precisava presenciar.
Ouvi passos rápidos em minha direção, mas mantive os olhos fechados, chorando copiosamente. Senti duas mãos me envolverem e ele começou a falar. Sua doce voz foi como uma anestesia. Morfina...
Abracei-o com força, fincando minhas poucas unhas em sua camiseta e pedi desculpas por ser tão fraca. Ele apenas me abraçou e beijou minha testa.
Aos poucos, fui me acalmando e adormeci em seus braços. Ele era meu remédio para toda noite de ataque de pânicos... Meu porto-seguro.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Insônia

Sinto tua falta
teu gosto
cheiro
calor
Se tenho noites mal dormidas
horas de insônia e de frio
é porque já não te tenho mais
De um lado da cama
me falta alguém para abraçar
Deitar e sentir o calor de teu corpo
tuas mãos macias que me acariciam
ouvir o barulho de tua suave respiração
A falta que me faz acordar
e receber teu sorriso
um beijo
Um bom dia [com]
teu cheiro de
Café
Se tenho noites mal dormidas
é porque não quero dormir
se for para não te ter
ao meu lado
se for nessa cama
grande e vazia
sem o calor [d]e
teu corpo

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Change

Assim como o vento, tudo muda
Eu, você, nós. Eles?

Às vezes demoramos a perceber,
como uma brisa suave que aos poucos
cresce e baixa a temperatura,
sobe arrepios e nasce redemoinhos.

Às vezes nem percebemos
até ser tarde demais.
Não temos casacos em mãos,
sofremos, então, as consequências
de um vento rebelde e invasivo
que entra sem pedir licença
e se instala sem perguntas.

Mas mudar é como uma onda:
começa uma marola,
termina um tsunami.
Começa inofensivo,
termina maior que o previsto.

Obviamente, nem sempre para o lado ruim.
Algumas [mudanças] vem para o bem,
já dizia o velho ditado.

Mas e o período de transição?
Quem sabe o que nos aguarda?

Diria que é o pior período
estar em [ser] transição
Um momento de alfa
onde tudo o que você conhece
já não lhe é familiar.

Onde o futuro não é mais
como era antigamente,
sentimos saudade
de tudo que ainda não vimos.

Mas o fim, ah, o fim!
É esse que vale a pena.
[Esperamos que valha]
Depois de um furacão, a calmaria
Antes de uma tempestade, a calmaria

Quando?
Quando saber o momento em que estamos,
antes ou depois? [Nunca a] calmaria?

Mas a mudança, ah, a mudança!
É essa que vale a pena.
Somos feitos de material instável
[Somos materiais instáveis]
Estar estagnado é não viver,
Estagnado é retrocesso.

A mudança, ah, a mudança!
Essa é a vida.

Mas quem me dera ao menos uma vez
saber quando finalmente chegará
Junto com a calmaria, mas não antes
De uma tempestade.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

I just wanna have some fun


Let me set it straight. I've done some shit and maybe I ain't too proud of it!


The monster in your bed, you were begging me 'please dont stop'



Said that I'm a douchbag, won't call back, the worst hangover you've ever had. Felt so good at first, I knew it could never last!


I didn't mean to fuck you over, I just wanna have some fun... We can rock the world tonight, but no, it doens't have to be love!

domingo, 23 de junho de 2013

Pec-37. Mas é o que?!

Você. É, você, que atualmente se denomina rebelde, manifestante e cara-pálida. Ou cara-pintada. Sabemos que tudo começou por causa dos malditos 0,20 centavos. A ponta do maldito ice-berg que está levando abaixo o nosso Titanic. Conte-me uma coisa... Você que luta contra o preço da passagem, a corrupção, a cura gay, a PEC-37... Você ao menos SABE o que é a Pec-37?
Não, não venha gritar que é aquela coisa que querem enfiar na Constituição que diz que o MP não pode investigar crimes, que vai deixar o MP de mãos atadas e que os corruptos vão sair fazendo a festa com essa maldita 37-qualquer-coisa.

Vamos, pelo amor de Deus, ESTUDAR UM POUCO antes de sair pelas ruas gritando coisa sem pé nem cabeça...

Começarei, então, aqui, a expor alguns fatos e vamos direcionando, sobre a função de cada um e o que diabos é a tal da PEC-37 que todo mundo tanto fala!

Segundo a Constituição, as funções...

Do Ministério Público:

quarta-feira, 10 de abril de 2013

RainyMood

Com os fones já posicionados, fechei os olhos e cacei o botão de mais do mp3, deixando o volume no último, me isolando ainda mais do mundo, de qualquer ruído que ele pudesse produzir. Apertei o PLAY e comecei a ouvir algo que não poderia ser considerado música, mas era apenas um RainyMood que havia baixado da Internet, mas gostava de colocar quando tinha dificuldades para dormir ou queria me isolar um pouquinho.
O som se apoderou de mim e, de repente, estava em outro lugar.

Estava tudo escuro, um breu. Eu sentia que meus olhos já haviam se acostumado à escuridão, mas não havia de fato alguma coisa para meus olhos se acostumarem com a forma; era apenas uma negritude completa.
Então, uma luz branca e intensa tomou conta do lugar e como reação do que viria a seguir, meu corpo se encolheu. Um estrondo percorreu minha espinha, me fazendo tremer junto ao chão do lugar já escuro novamente.
O interessante foi que quando o local se iluminou, meu olhar não conseguiu captar nenhuma forma, nem um nada. Apenas branco.
E, então, um cheiro quebrou minha linha de pensamento, vindo junto com miúdas gotas de água que caíam com intensidade, formando uma chuva torrencial. O local começou a tomar contornos e formas; uma cidade. Trovejou ao longe, me fazendo arrepiar.
Poças de água começaram a se formar em volta de mim, na calçada e no asfalto. Mas, ainda, era possível ouvir - de alguma maneira - as gotas caindo nas folhas da árvore, brigando contra a gravidade, mas perdendo quando se juntavam e ganhavam peso, sendo lançadas para longe pelas gordas folhas.
Reconheci o barulho do motor de um carro de aproximando e das rodas jogando água por toda a calçada. Atrás dele, uma moto. Agora, um caminhão.
Mas, ainda assim, parecia haver algo mais além. Por trás de todo aquele barulho de água batendo em água e carros e folhas gordas. Me concentrei no fino e leve som ao fundo, o máximo que pude, tentando reconhecer.
E ouvi.
Alguns acordes de harpa, que timidamente voltaram a se esconder por trás da chuva. Voltei a me concentrar; dessa vez, alguns acordes de violino, que também correram para debaixo da mesa, tímidos.
Com mais força, me concentrei, tentando separar os sons da chuva da melodia. Reconheci alguns tons mais extrovertidos de piano, e meu coração esquentou. Continuei a me concentrar, com medo de que ele também corresse para trás da saia da mãe, mas ao invés disso, a harpa, o violino e toda a orquestra voltaram, todos juntos, em uma melodia harmoniosa e calorosa, que me enchia de vida. Que enchia aquela cidade de vida.
De repente, a chuva parou. Junto com ela, a música rapidamente se cortou, como uma bela moça tímida e tudo ficou escuro de novo.

sexta-feira, 29 de março de 2013

My mind

My mind now is something like...

asdfghjklçqweq´rupefihlcbbft9´0wp4otibv3çq~0rw8pyfwy0d328r78tfgwh 9723oyhrxedyou

UUUUUGH

õp8~q97foyiçkjhcçqeo7çboygxem


Why?

domingo, 24 de março de 2013

Daniel na cova dos leões


Aquele gosto amargo do teu corpo/Ficou na minha boca por mais tempo/De amargo, então, salgado ficou doce/Assim que o teu cheiro forte e lento/Fez casa nos meus braços e ainda leve/Forte, cego e tenso, fez saber/Que ainda era muito, e muito pouco.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Don't Panic!

My head right now is a mess.

nervous nervous nervous ::: angry angry angry ::: despair despair despair ::: stupid stupid stupid ::: panic panic panic :::

Breathe out!

Don't panic!

domingo, 17 de março de 2013

-

Please.

Let me kill all my hopes, because I know I'm going to get hurt.

Every minute that passes I feel it with all my heart.

How did I get here?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Uma Garrafa no Mar de Gaza

Sim, estou falando do livro, e não do filme. Não, eu ainda não vi o filme, apesar de querer muito.

Para nós, do lado de cá, na nossa querida e amada América (God bless America!), é um tanto difícil imaginar certas coisas. Ainda mais para os brasileiros. Ah, o Brasil! Sem terremoto, maremoto, tsunami, furacão, Sandys e Katrinas... Sem grandes guerras. Claro, temos nossas próprias guerras para lutar aqui dentro: desigualdade, fome, analfabetismo, falta de oportunidade, corrupção. Mas ainda assim... É difícil para nós, que nunca estivemos lá, visualizar o que se passa no Oriente Médio.
Sinceramente, pra mim sempre foi difícil. Mesmo durante as aulas de Geografia Política. Eu entendia tudo na hora, mas de uma maneira complexa que dava um nó no meu cérebro e, no final, eu ainda estava me perguntando: por que diabos eles se matam tanto?
A pior parte vem quando se trata da Palestina. Um povo sem terra, digamos assim. Ah, e Jerusalém. A "Cidade Sagrada". Mas como diria meu ídolo Renato Russo: "Não existe guerra santa. Isso é uma contradição em termos." Oras. Como podemos chamar uma cidade de Sagrada, de Santa ou qualquer coisa, se tanto sangue já foi derrubado em nome dela? Por ela? NELA?
E, sabe. Ler Uma Garrafa no Mar de Gaza mexeu com alguma coisa em mim. Fez eu parar para pensar na situação de lá, e ver a coisa com outros olhos.
Apesar de eu ter vontade de quotar o livro todo, e é bem provável que eu volte a tocar no assunto aqui, separei dois grandes quotes. Não, não conterá spoiler da história do livro. Apenas sobre o que acontece por lá, como a autora retratou a coisa, na vista de israelenses e palestinos.