sábado, 16 de fevereiro de 2013

Uma Garrafa no Mar de Gaza

Sim, estou falando do livro, e não do filme. Não, eu ainda não vi o filme, apesar de querer muito.

Para nós, do lado de cá, na nossa querida e amada América (God bless America!), é um tanto difícil imaginar certas coisas. Ainda mais para os brasileiros. Ah, o Brasil! Sem terremoto, maremoto, tsunami, furacão, Sandys e Katrinas... Sem grandes guerras. Claro, temos nossas próprias guerras para lutar aqui dentro: desigualdade, fome, analfabetismo, falta de oportunidade, corrupção. Mas ainda assim... É difícil para nós, que nunca estivemos lá, visualizar o que se passa no Oriente Médio.
Sinceramente, pra mim sempre foi difícil. Mesmo durante as aulas de Geografia Política. Eu entendia tudo na hora, mas de uma maneira complexa que dava um nó no meu cérebro e, no final, eu ainda estava me perguntando: por que diabos eles se matam tanto?
A pior parte vem quando se trata da Palestina. Um povo sem terra, digamos assim. Ah, e Jerusalém. A "Cidade Sagrada". Mas como diria meu ídolo Renato Russo: "Não existe guerra santa. Isso é uma contradição em termos." Oras. Como podemos chamar uma cidade de Sagrada, de Santa ou qualquer coisa, se tanto sangue já foi derrubado em nome dela? Por ela? NELA?
E, sabe. Ler Uma Garrafa no Mar de Gaza mexeu com alguma coisa em mim. Fez eu parar para pensar na situação de lá, e ver a coisa com outros olhos.
Apesar de eu ter vontade de quotar o livro todo, e é bem provável que eu volte a tocar no assunto aqui, separei dois grandes quotes. Não, não conterá spoiler da história do livro. Apenas sobre o que acontece por lá, como a autora retratou a coisa, na vista de israelenses e palestinos.