sexta-feira, 26 de julho de 2013

Black Heart

But now I wonder—what if everyone is pretty much the same and it’s just a thousand small choices that add up to the person you are? No good or evil, no black and white, no inner demons or angels whispering the right answers in our ears like it’s some cosmic SAT test. Just us, hour by hour, minute by minute, day by day, making the best choices we can.
The thought is horrifying. If that’s true, then there’s no right choice. There’s just choice.

- Black Heart, Holly Black.

Home is where the heart is.

Home is where the heart is; where we belong.

Casa.
Lar.
Casa? Nem tão lar.
Lar? Nem tão casa.

Quando saímos de casa, até então lar, o ninho, debaixo das asas de nossos pa[i]rentes, estamos deixando para trás um pedaço de nós, da nossa história, do nosso coração.
Contudo, é a partir desse momento que começamos a nos construir de fato, sem ajuda; andar com nossas pernas, tomar mais vergonha na cara e mais responsabilidade nas costas. Jesus, começamos a sentir o peso da idade(!).
O começo tende a ser extremamente turbulento. Passamos quase duas décadas (ou talvez até mais) dentro de nossa bolha de ar quente, nossa zona de conforto, para então sermos jogados aos leões, sem nenhum manual de instrução. Sim, o telefone está logo ali, para ligar para a mamãe e descobrir como liga o fogão, como não queimar o macarrão; mas voltar, normalmente, não é uma opção. É a nossa chance de cair no mundo e finalmente terminarmos de moldar quem de fato somos e queremos ser. E nem a nossa Super-Mãe, Santa das Coisas-Perdidas, tem um Manual de Instruções para 'como-seguir-sua-vida'. Com certeza os conselhos nos guiam maravilhosamente, mas o resto depende de nós.
Mas não entre em pânico!

domingo, 21 de julho de 2013

In The Dark

Estava escuro e pelo canto do olho, pode ver algum tipo de forma se mexendo. Virou-se num pulo, sem saber o que esperar dali. Seus sentidos se aguçaram ao máximo, não era um animal feito para os hábitos noturnos... Sua visão não era como a de animais caçadores de verdade, ele só gostaria que fosse.
Um barulho do alto e seus ombros se encolheram.
Pôde sentir um arrepio subir sua espinha, as pernas sacolejarem, as pupilas se dilatando até tudo ficar preto e branco, sumindo com o azul. As orelhas estariam em pé se mais músculos ali trabalhassem; todos os pelos eriçados, como um felino irritado. Sua boca se contraía em um rosnado mudo.
A escuridão era quase plena, só lhe era possível ver algumas formas se movendo pelo canto do olho, após muito piscar. Mas quando saber até que ponto era a realidade, e até que ponto era sua mente lhe pregando peças?
Esfregando as têmporas, tentando se manter calmo, ele respirou fundo e deu um passo para frente, ainda atento ao lado [que lado?] em que vira o vulto. Tateou em volta e demorou um pouco para encontrar uma parede. Escorando-se na mesma, tentou varrer o lugar com o olhar. Mas estava escuro demais e sua mente já estava começando a trabalhar. Sempre soube que sua imaginação era fértil, mas naquela situação, era ridículo. Era como se ele estivesse pronto para que o polvo gigante e assassino do Stephen King surgisse e lhe engolisse.
Uma risada seca quase lhe saiu pela garganta, mas aquele não era o momento propício. O que quer que estivesse naquele cômodo com ele, não lhe trazia sensações boas. O ar era gelado.
Tateou os bolsos de sua roupa, mas toda a roupa era lisa, parecia que estava usando um roupão. Diabos, ele não se lembrava de como tinha ido parar ali, de absolutamente nada!

Panic

Desenterrando algumas histórias a partir de agora... Aquelas que guardamos no fundo do baú!



Meu coração acelerou e eu diria que era capaz até de ouvi-lo. Ele pulsava em meus ouvidos e minhas mãos começaram a tremer. Senti meu estômago dar várias voltas e o ar sair dos meus pulmões.
Não conseguia respirar.
Meus olhos se encheram de lágrima e o desespero começou a tomar conta de mim. A ansiedade. Meu estômago parecia estar dentro de um liquidificador.
Coloquei minhas mãos trêmulas na cabeça e comecei a chorar. Os pensamentos não saíam de minha mente. Eu tentava afastá-los, mas eram mais fortes que eu. Muito mais.
Puxei meus cabelos no desespero. Que a dor predominasse! Seria melhor. Qualquer coisa seria melhor que aqueles pensamentos que atiçavam o pior de mim, o meu medo.
Tensionei a mandíbula para não gritar e minha cabeça logo começou a doer com a força que eu fazia, mas não parei. Encolhi-me, como se tal ato fosse capaz de parar tudo o que eu sentia.
Eu queria gritar.
Eu queria arrancar os cabelos.
Eu queria quebrar algo.
Eu queria chorar até o mundo acabar.
Eu queria sumir.
Eu queria que aquilo acabasse.
Eu não tinha mais forças para lutar contra meu medo.
Comecei a arranhar minha calça em desespero, de ansiedade.
Para, para, para... Por favor.
Eu não aguentava mais... Sentia-me sozinha no mundo. As lágrimas caíam sem que eu pudesse ter qualquer tipo de controle, era como uma torneira quebrada.
Mal respirava, sentia minha garganta fechada. Engasgava com o choro, tentando respirar.
Os pensamentos continuavam ali... "E se... E se...".
Por que eles ainda estavam ali? Eu não queria mais pensar naquilo! Eu estava cansada, queria apenas esquecer... Viver o momento. Esquecer os pensamentos!
Chutava o ar, imaginando-me chutando aquele maldito pensamento, mas logo vendo-me tão vulnerável, voltava a me encolher, variando com as mãos na cabeça, puxando os cabelos ou arranhando a calça.
Desespero.
Medo.
Pavor.
Pânico.
Ouvi a porta abrir e quis gritar para que fossem embora. Já bastava eu me encontrar naquela situação, ninguém mais precisava presenciar.
Ouvi passos rápidos em minha direção, mas mantive os olhos fechados, chorando copiosamente. Senti duas mãos me envolverem e ele começou a falar. Sua doce voz foi como uma anestesia. Morfina...
Abracei-o com força, fincando minhas poucas unhas em sua camiseta e pedi desculpas por ser tão fraca. Ele apenas me abraçou e beijou minha testa.
Aos poucos, fui me acalmando e adormeci em seus braços. Ele era meu remédio para toda noite de ataque de pânicos... Meu porto-seguro.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Insônia

Sinto tua falta
teu gosto
cheiro
calor
Se tenho noites mal dormidas
horas de insônia e de frio
é porque já não te tenho mais
De um lado da cama
me falta alguém para abraçar
Deitar e sentir o calor de teu corpo
tuas mãos macias que me acariciam
ouvir o barulho de tua suave respiração
A falta que me faz acordar
e receber teu sorriso
um beijo
Um bom dia [com]
teu cheiro de
Café
Se tenho noites mal dormidas
é porque não quero dormir
se for para não te ter
ao meu lado
se for nessa cama
grande e vazia
sem o calor [d]e
teu corpo

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Change

Assim como o vento, tudo muda
Eu, você, nós. Eles?

Às vezes demoramos a perceber,
como uma brisa suave que aos poucos
cresce e baixa a temperatura,
sobe arrepios e nasce redemoinhos.

Às vezes nem percebemos
até ser tarde demais.
Não temos casacos em mãos,
sofremos, então, as consequências
de um vento rebelde e invasivo
que entra sem pedir licença
e se instala sem perguntas.

Mas mudar é como uma onda:
começa uma marola,
termina um tsunami.
Começa inofensivo,
termina maior que o previsto.

Obviamente, nem sempre para o lado ruim.
Algumas [mudanças] vem para o bem,
já dizia o velho ditado.

Mas e o período de transição?
Quem sabe o que nos aguarda?

Diria que é o pior período
estar em [ser] transição
Um momento de alfa
onde tudo o que você conhece
já não lhe é familiar.

Onde o futuro não é mais
como era antigamente,
sentimos saudade
de tudo que ainda não vimos.

Mas o fim, ah, o fim!
É esse que vale a pena.
[Esperamos que valha]
Depois de um furacão, a calmaria
Antes de uma tempestade, a calmaria

Quando?
Quando saber o momento em que estamos,
antes ou depois? [Nunca a] calmaria?

Mas a mudança, ah, a mudança!
É essa que vale a pena.
Somos feitos de material instável
[Somos materiais instáveis]
Estar estagnado é não viver,
Estagnado é retrocesso.

A mudança, ah, a mudança!
Essa é a vida.

Mas quem me dera ao menos uma vez
saber quando finalmente chegará
Junto com a calmaria, mas não antes
De uma tempestade.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

I just wanna have some fun


Let me set it straight. I've done some shit and maybe I ain't too proud of it!


The monster in your bed, you were begging me 'please dont stop'



Said that I'm a douchbag, won't call back, the worst hangover you've ever had. Felt so good at first, I knew it could never last!


I didn't mean to fuck you over, I just wanna have some fun... We can rock the world tonight, but no, it doens't have to be love!