quinta-feira, 11 de julho de 2013

Change

Assim como o vento, tudo muda
Eu, você, nós. Eles?

Às vezes demoramos a perceber,
como uma brisa suave que aos poucos
cresce e baixa a temperatura,
sobe arrepios e nasce redemoinhos.

Às vezes nem percebemos
até ser tarde demais.
Não temos casacos em mãos,
sofremos, então, as consequências
de um vento rebelde e invasivo
que entra sem pedir licença
e se instala sem perguntas.

Mas mudar é como uma onda:
começa uma marola,
termina um tsunami.
Começa inofensivo,
termina maior que o previsto.

Obviamente, nem sempre para o lado ruim.
Algumas [mudanças] vem para o bem,
já dizia o velho ditado.

Mas e o período de transição?
Quem sabe o que nos aguarda?

Diria que é o pior período
estar em [ser] transição
Um momento de alfa
onde tudo o que você conhece
já não lhe é familiar.

Onde o futuro não é mais
como era antigamente,
sentimos saudade
de tudo que ainda não vimos.

Mas o fim, ah, o fim!
É esse que vale a pena.
[Esperamos que valha]
Depois de um furacão, a calmaria
Antes de uma tempestade, a calmaria

Quando?
Quando saber o momento em que estamos,
antes ou depois? [Nunca a] calmaria?

Mas a mudança, ah, a mudança!
É essa que vale a pena.
Somos feitos de material instável
[Somos materiais instáveis]
Estar estagnado é não viver,
Estagnado é retrocesso.

A mudança, ah, a mudança!
Essa é a vida.

Mas quem me dera ao menos uma vez
saber quando finalmente chegará
Junto com a calmaria, mas não antes
De uma tempestade.

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