sexta-feira, 26 de julho de 2013

Home is where the heart is.

Home is where the heart is; where we belong.

Casa.
Lar.
Casa? Nem tão lar.
Lar? Nem tão casa.

Quando saímos de casa, até então lar, o ninho, debaixo das asas de nossos pa[i]rentes, estamos deixando para trás um pedaço de nós, da nossa história, do nosso coração.
Contudo, é a partir desse momento que começamos a nos construir de fato, sem ajuda; andar com nossas pernas, tomar mais vergonha na cara e mais responsabilidade nas costas. Jesus, começamos a sentir o peso da idade(!).
O começo tende a ser extremamente turbulento. Passamos quase duas décadas (ou talvez até mais) dentro de nossa bolha de ar quente, nossa zona de conforto, para então sermos jogados aos leões, sem nenhum manual de instrução. Sim, o telefone está logo ali, para ligar para a mamãe e descobrir como liga o fogão, como não queimar o macarrão; mas voltar, normalmente, não é uma opção. É a nossa chance de cair no mundo e finalmente terminarmos de moldar quem de fato somos e queremos ser. E nem a nossa Super-Mãe, Santa das Coisas-Perdidas, tem um Manual de Instruções para 'como-seguir-sua-vida'. Com certeza os conselhos nos guiam maravilhosamente, mas o resto depende de nós.
Mas não entre em pânico!
Pegue a sua toalha e caia no mundo. Caia de cara. Porque se já molhou, mesmo, por que não mergulhar de uma vez?
Nesse momento, olhamos em volta e percebemos que estamos sem um lar. Durante muito tempo, a casa de nossos pa[i]rentes ainda é nosso lar. Certo, sempre será. Mas é um lar no plural, no conjunto. Nosso. Não "meu" lar. Entende?
Além de que nossa vida agora é em outro lugar, não mais ali. E, para isso, precisamos construir nossa casa, nosso lar. E isso pode demorar; nem todos são tão camaleão. Nem todos conseguem criar essa adaptação tão bem, e isso pode demorar meses, anos. Mas acreditem em mim, em um momento, vocês irão encontrar o Lar.
E não, não somos nós que fazemos um Lar. Não é a nossa casa que faz o Lar, não é a cidade. São as pessoas. E as pessoas podem demorar a lhe construir um.
Provavelmente todos já ouviram a história de que "os alunos fazem a escola", "o povo faz o governo" e etc. Bom, eu lhes digo que as pessoas fazem o Lar.
E quando vocês encontrarem as pessoas certas, os sentimentos certos, vocês encontrarão o Lar de vocês. Isso não implica, necessariamente, no amor em sua maneira mais ardente, em paixão. Não. O simples amor fraterno cria isso imensamente bem; até porque, deixar a paixão guiar sua vida - por exemplo, deixar de fazer algo só pelx amadx - tende a não ser muito inteligente. Afinal, o fogo da paixão apaga. Certo, amizades também terminam, mas dificilmente só uma pessoa constitui seu Lar. São várias. E o lar é algo mutável, adaptável.
Sei que disse, mais cedo, que nem todas as pessoas são tão camaleão assim, mas o Lar varia com a pessoa, andam juntos, ao lado da vida. Às vezes, ele ainda é a casa de nossos pa[i]rentes.
E não há sentimento melhor do que se sentir em... Lar. Não casa, lar.
Afinal... É ali que nosso coração está.
E, acreditem, nosso coração pode estar dividido entre várias casas, em vários lares, mas sempre há aquele que predomina. O Lar com letra maiúscula.
E sabemos disso quando, ao ir embora, contra a vontade ou não, nosso coração aperta e chora.
É nesse momento que sentimentos que nosso Lar está ali, naquele instante, naquele lugar.
Afinal, já diziam os mais sábios... Home is where the heart is. Clichezíssimo, mas a mais pura verdade.

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