quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O Adeus



E hoje parte mais um anjo de quatro patas para se tornar uma estrela. Em um período de 1 ano, perdi incontáveis animais meus e próximos a mim (de amigos próximos, que eu tinha grande contato etc). Desses, dois eram meus de fato, sendo uma do meu pai. A nossa gorda, mãe do outro falecido, a nossa topmodel com pensamentos obesos que não podia sentir cheiro de pizza.
Respirando fundo, eu sei que preciso escrever.
De maneira totalmente pessoal, quero deixar aqui a minha impressão como proprietária no Hospital Veterinário da FMVZ de Botucatu, uma das melhores faculdades de Veterinária do país.
Como estudante, temos certa impressão do hospital. Como proprietários, conhecemos tudo de outro ângulo. E nada como ser proprietário-estudante, quando você sabe como a coisa realmente funciona.
Não citarei nomes, tentarei evitar citar cargos (porque 1+1=2), mas é claro que quem sabe o que fez, sabe. Há muitas pessoas por lá (residentes, estagiários, pós...) que eu tenho um carinho enorme, que todas as vezes que estive como proprietária, me trataram de uma maneira que... Não há palavras. Enquanto isso, há outros que só de encontrar com eles no corredor, eu tenho vontade (e eles sabem, considerando a cara que me fazem ou evitam) de mandar pra outra dimensão.
Minhas principais impressões como proprietária são com três animais: Luna (Rottweiler, 9 anos, que não era minha, mas que no pouco tempo que ficou aqui, se tornou como), Napoleão (Basset Hound, filho da minha cachorra, foi criado por parentes até que viesse morar comigo, aos 6 anos) e Nikita (a minha gorda, Basset Hound, recém-9 anos, uma irmã).
Antes de tudo, devo dizer que cada história tem sua complexidade e que desde que a Luna se foi (há 1 ano), já me falavam pra escrever. Mas com a faculdade, a gente acaba largando esse tipo de coisa de lado - mesmo que isso sirva para MELHORAR a faculdade.
Nenhuma das três histórias são fáceis. São delicadas, relembrar machuca, mas é necessário ser compartilhado. O adeus nunca é fácil, mas piora quando você sabe que, no caminho, algo de errado foi feito ou, pior, algo deixou de ser feito.
E essa é a merda de ser do ramo e estar do outro lado, o saber. Mas ser impotente o suficiente por ainda ser aluno (e vários outros motivos) e só poder observar, gritando em silêncio, visto que quando você tenta fazer algo, é como bater a cabeça na parede.

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